sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Chamegos

Apesar de tudo parecer tão mais inseguro
e o escuro sor for um jeito de nulo
te mostrar que te juro

O dia ja vem raiando pra mostrar que
ta tudo no lugar
e apesar dos pesos os passaros ainda gorjeam
e os pessegos continam a ter a sua cor

Por que mesmo que tudo não tenha um fim
te amo assim, so para mim
um querubim que pousou cheiro jasmim

Depois de tudo não dar certo
o concreto ja não é mais só o correto
e tudo sempre, direto e reto
É do meu jeito incerto

Me ame enquanto ainda podemos
me desapegue enquanto somos pequenos
por que o mundo inteiro tende ao chão

Seja mais meu sim, mas seja meu não
Seja um doce fim, um inicio de solidão
O quentim do nosso cobertor sua mão

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Tudo doi muito mais e eu me afasto

O problema é que eu sei que é muito pequeno. Eu sei que não devia me importar ou me preocupar tanto e sei também que vou sair desse buraco ( espero ), mas o pior é que a dor que eu sinto é muito maior do que devia ser. E eu não dou a minima pra essa dor. Eu perco braços e continuo andando. Mas na verdade foi só uma unha que eu perdi. E mesmo assim doi, doi muito. Eu não aguentaria mais se não fosse a minha consciência plena de que tenho que continuar. Por que meu futuro é turvo, mas guiado e minha mente não é guiada, mas é turva.

Me deixe passear no meu ritimo? Obrigado.

Me sinto um cachorro
de coleira, parado
no pé do morro
onde minha dona tenta me arrastar

Me sinto forçado a caminhar
e não posso sequer pedir socorro
por que foi eu que escolhi passear
e sabia que aquele morro iria chegar.

O pior é que eu tenho meu tempo
não sou rapido, não sou lento
eu posso demorar, mas tento.
Não precisa me empurrar.

Mas é que a sua aflição
a sua pressa sem motivação
o desespero que sai do seu coração
me deixam tipo: " Não! Eu vou quando achar que devo!"