quarta-feira, 8 de julho de 2015

Viemos para ser além, movimentando.

Nós somos os.filhos da morte de Deus. O filho do recomeço estampas nas estrela que a lua pare
Somos e seremos iguais pois a nossa vontade se fez lei. Não obriga, mas impõe. Éramos apenas antes. Agora já não existimos. Somos serenos por que o tempo já se perdeu em nosso caminho. As almas que aqui gorjeam
Nos perdemos. Por que não podemos nos encontrar se assim nao o fizer. Nao nos refazemos por que sempre buscamos o novo. A culpa é nula. A vontade é plena. O que somos ultrapassa barreira. Transcenemos em luz. Para todo o sempre. 

sábado, 4 de julho de 2015

Eu confesso

Eu confesso que agora sou Hermes
Tenho meu caduceu, tenho minha varinha e minha adaga,
Mas logo ganharei uma lira e virarei apolo
Sou deus, com Deus, sou senhor mensageiro, senhor da pressa, senhor da magia, sou mercúrio. 
Mas não completamente Toth por que me falta ser apolo
Deus do sol deus das doenças e de suas curas. 
Me falta a lira,
Para encantar apenas com minha voz. 
Para ser a magia 
Para ter o poder. 

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Meu diário é trancado com palavras

E ainda existe um ser superior. Perdido pelas alquimias do julgador paracelso, que é só amor. Não que o mal esteja banido. Mas é apenas um reflexo da sua mensidão da luz divina. O Uno é manifestado na figura da mulher, do homem, das chamas. É, e foi, e sempre será. A Divindade não cria religião. O Divino cria a natureza, solta a liberdade e deseja a felicidade, por que é amor. 
A verdade é que o "A luz cadente se dá ao mago, como o feiticeiro se dá a luz cadente"
Decifrar a esfinge é um começo de uma das imensidões pouco profanadas, pois já foram saboreadas só pelos deuses ( que São, foram e serão). Recobrar a consciência em si, é si fazer a Tábua de Esmeralda de Hermes. O Oráculo de Éfeso.
Assim como a dúvida leva a busca, o fracasso leva ao sucesso pois não há de se conhecer a luz, sem saber da existência da escuridão. 
Sirva-se a vontade no banquete da vida. Entre as mais raras iguarias estão também os mais cruéis dos venenos. Sirva-se, o prazer é torturante, é envolvente. Te faz eterno. Pensante. 

sábado, 2 de maio de 2015

Minha vontades de dar o fora antes da hora.

Perdi. A compaixão que hoje me atina antes me estimulava. 
Soube que a minha paixão se desviou de mim como se a mira não era tanto assim em mim, mas raspou
Vi que não são os dias mais escuros que te fazem mais fortes e sim os mais felizes
Por que quanto maior a vitória maior o preço. 
Estou disposto a arrumar esforço por algo qu eu não quero. Como tudo na vida.  
Estou disposto a achar uma solução mesmo que essa crie outros mil problemas 
Sou um dilema esquecido no tempo. Um ser que não habita esse mundo a muito tempo. Desacostumei
Só me recordo do que me fazia bem. E não sei lidar com o mal. 
A felicidade momentânea tratada como falsa felicidade na filosofia não me apetece. Não me desperta mais que ansia de ter o outro tipo de felicidade.  
Morro palavras. Não as corrijo. Por que sou mais errado que todos os erros dessa publicação. 
Que eu sei que acabara lida por mim ou por mais ninguém daqui a um tempo. 
Não consumimos mais poesia, emoção, raciocínio é muito menos coisas que não estão óbvias. 

segunda-feira, 27 de abril de 2015

A volta

Seria eu incapaz de amar? 
Nao entendo como posso enganar a todos, sem que consigo fazer o mesmo comigo. 
Aprendi que erro, antes de achar que estava sempre certo. Mas depois de ja ter enganado a todos que eu estou certo.  
A verdade é que a verdade doi e a mentira corroi. 
Soi corroido por minhas dores

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Proteção

A lua que me pariu
Jogado na terra eu me encontrei 
Mas ela não partiu
Eu sempre a encontrei

Olhando para mim como se me abençoasse 
Me prometeu tudo que eu preciso 
Quando me iluminasse

Hecate que é guaridã do místico 
Circe que é a mãe das feiticeiras
Me entrego em um ato artísticos 
Se tornem as milhas patroeiras

Rogo agora a todo desespero perdido
A tudo ainda não desvendado
E agradeço por não ter me esquecido
Por ter feito meu el dourado 

Que a terra que eu piso
O vento que me toca
A água que me lava
E fogo que me aquec
Sejam meus instrumentos
E escutem minha prece. 

Um canto em canto

Vou te fazer um encanto
Que não vai tirar seu pranto
Mas vai te fazer lindo
Como a seria e seu canto

Vou te dar a lua
E que Circe te leve 
Para onde a vida seja sua
E onde tudo te serve

Meu recado já não tem mais resposta
Não espera o seu talvez
Eu sei o que você gosta
E eu serei seu de vez

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Em cantos

Tão real conta chuva que desce das montanhas. Tão infinito quanto vento que sopra as árvores. Tão firme quanta terra que segura imensidões. Tão intenso quanto fogo capaz de destruir para reconstruir. Eu me faço agora um. Eu me entendo agora completo. Eu me entrego para receber tudo aquilo que é meu tudo aquilo que tem que me seguir. Que as energias mais puras mais intensas mais verdadeiras não se esqueça que um dia eu fui digno. Que um dia eu aluguei com toda minha força. E que se eu me perdi, foi porque agora eu preciso ser encontrado. E perdido e o olho infinito, eu procuro infinito. Que os deuses mais escuros mas eternos e amo muito esquecidos ou há muito lembrados posso me servir para que eu possa me aceitar, para que eu possa ser completo, pleno.

Chuva que limpa
Terra que segura
Eu sou tudo que a te sinta
Eu sou tudo que a te murmura

Vento que leva
Fogo que destrói
Eu sou mais uma vela 
Que o desejo corrói

Que pelos elementos e pelos seres que aqui os permitiram
Eu sou o que clama a bênção e a proteção.
Agradeço de corpo e coração e nunca os esquecerei



sábado, 28 de março de 2015

Deu um nó

Ai um dia, deixaram o louco ser são. Ele achou tudo erradíssimo, por que tudo que fazia era muito bem pensado, não podia aproveitar direito. E então deixaram o São ser louco por um dia. Dai ele achou tudo erradíssimo, por que se importava tão pouco com tudo que podia arriscar muito por nada. Então, depois de algumas décadas. Descobriu-se que o São era louco por tanto tentar ser São. E o louco era São por não tentar ser louco. Ai travei aqui. 

terça-feira, 24 de março de 2015

O dia do terapeuta

Ja já estava quase na hora de sua consulta. A sua arma estava em sua bolsa, carregada. Sabia que o que precisava era de sossego, era de paz. E que, mais poderia lhe ajudar sem ser o seu terapeuta? A arma nesse tempo, nessa era, tinha lá sua importância única por ser uma relíquia deixada por seus avós. E até então nunca tinha sido usada. 
Um momento de ansiedade: o elevador não vinha e apesar de sua consulta ser muito mais tarde do que aquelas horas que o relógio mostrava, parecia atrasado. Foi de escada mesmo. Para perder tempo. 
Quantos minutos se passaram na sala de espera não podia ser contados. Não por alguém que carregava uma arma na bolsa. Cada gota de suor que descia, fazia - o lembrar da péssima e não única má escolha de não ter esperado o elevador. Encharcava a sala de espera com sua ansiedade. Fedia a desgraça. 
Sua vez finalmente. Entrou, como se não estivesse nada mal. Sentou-se como uma pessoa que quer parecer normal:
- Bom dia Doutor. Ao senhor que sempre me ajudou, quero deixar minhas sobras, faaça uma pintura onde agora meu sangue se espalha. 
O terapeuta não teve reação. Quem teria? Um estalo foi o suficiente para aquela arma retirada tão rápido de dentro de uma bolsa de mão espalhar pela parede restos de um corpo que antes pensava. Para o doutor, rápido demais. Para o paciente?
Quando a bala adentrou pulverizando o céu da sua boca e acertando o cérebro, gerou um calor insuportável, que ativou áreas do cérebro antes nunca ativas. Em uma fração de segundo, conseguiu ativar 100% da capacidade cerebral e o tempo passou a ter outro significado. O momento que se passava entre a vida e a morte, agora parecia ser suficiente para a evolução humana na terra. Uma fração de segundo se tornou uma década ou mais. Não para os outros é claro, mas para sua própria cabeça. O seu raciocínio avançou tão rápido que conseguiu desvendar os mistérios da vida antes de se tornar um completo corpo sem vida. Mas ficava a única dúvida: o que eu faço?
Sabia que a bala iria atravessar o resto de sua cabeça. Aprendeu então a voltar no tempo, mas sabia que se voltasse no tempo perderia a capacidade de acessar 100% o cérebro. Sabia que se morresse todos os mistérios da vida continuariam sendo mistérios da vida. Não tinha solução, todo conhecimento humano estava fadado a não ser desvendado? Queria transmitir telepaticamente o que sabia para o seu terapeuta, mas apesar de enviar as informações, o médico não conseguia assimilar, era como jogar uma bola no muro e esperar que o muro a agarrasse antes de cair ao chão. Impossível. 
Nao podia partir sem deixar todo aquele conhecimento para trás. Talvez se entrasse em coma reorganizando os tecidos ainda não afetados fosse uma opção. Mas o coma duraria no mínimo, segundo as contas inexplicáveis até mesmo para mim, 159 anos e 12 dias. E a chance dele sobreviver ele essa época era de improváveis 0,074%. Compartilhar o que aprendia em tempo recorde parecia necessidade. Sabe quando uma criança aprende a andar de bicicleta pela primeira vez? " Olha mãe o que eu sei fazer". Não tinha ninguém olhando.  
...

Mais 15, 20 minutos passaram. A consulta hoje seria mais rápida do que o usual, estava tão bem consigo mesmo que o que o seu terapeuta falasse não adiantaria muita coisa. A realidade parecia distante. Um suspiro antes de assentar. 
- Que quadro bonito. Não me lembro de o ter visto a última vez que estive aqui doutor. 
Uma obra de arte logo a cima do sofá, viva, vermelha, insignificante. 

segunda-feira, 2 de março de 2015

Metáfora de que?

Uma metáfora nunca é 
Aquilo que você quer que ela seja
Sempre significa algo a mais 
A não ser que ela pareça significar algo a mais
Aí ela é óbvia para não continuar sendo
Aquilo que você quer que ela seja

Já não lembro mais quem me descrevo. 

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Eu tambem agradeci

Depois de todo um ritual
Que eu mesmo sonhei
Depois de mentalizad dias antes
Lagrimes que eu enxuguei

Eu nao sabia que seria ouvido
Nao tinha essa certeza
Mas era uma noite linda
Em comunhao com a natureza

Foi entao que depois do tabaco
Depois do alcool e as pedras
A vida eu entreguei
Sacrificando na hora certa

Agradecia o que tinha entendido
Sem saber por que era tao aliviado
A agua ficou mais fria
E eu entendi o recado 

Hecate e Circe me escutaram. 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Eu e me perdi parado

Eu me divirto vendo
O envio do correio
Que nao corre 
Mas veio 

Eu me enlouqueço 
Vendo a enxurrada 
Que nao para
E leva a agua

Eu paro 
Para acompanhar 
Ó girassol 
Pensando em pescar 
Me falta o anzol