quarta-feira, 31 de julho de 2013
O que deve ser observado em um quadro
terça-feira, 30 de julho de 2013
Preguiça
preguiça de ler
outra pessoa vai ter
preguiça de escrever.
Viva a ignorância ?
A bruxa e a sopa de maldade
cozinha seu molho na panela
meche, funga a bela fera
e cai saliva da megera
Mas o que ela esconde ?
O que buscou de tão longe ?
Uma ângola do sul
e um boneco de voodo
E o fogo subiu de repente
e mostrou a cauda da serpente
o problema de quem come
é o desespero da fome
E o que se fez mais raso
foi-se o falar, o caso
E a bruxo satisfeita
Volta a ser bela, perfeita
Onde se encontrava a besta
na tarde de uma terça
deu espaço pra verdade
da mais pura maldade
segunda-feira, 29 de julho de 2013
Esperando
Sempre parece que nunca vai chegar. Você, sem sair do lugar, espera algo. Parece uma metáfora da insignificância humana. Você não tem escolha.
E é assim que eu me vejo. Senha 283 e acabou de chamar a 218. Não posso me ausentar na minha espera. Meu corpo é claro, por que eu, ou o meu eu não esta aqui. Esse não espera, sonha. Mas não sera o sonho um desejo de alcançar algo ? Uma espera de alcançar algo ? Quanta espera... Quanta insignificância...
Mas não é o fim da vida, é apenas uma espera que pode e vai acabar, vai chegar e vai acabar. Ja passou muito tempo 266... Parece que agora o tempo parou.
Mais quanto precisarei esoerar ? 277. Foram 11 pessoas em cerca de 57 minutos faltam mais 6. Será que regra de três se aplicaria nesse caso ? Muito improvável.
281, vou parar de escrever e curtir minha ansiedade. Meu frio na barriga... São momentos que por mais que se repitam senpre trazer algum sentimento.
domingo, 28 de julho de 2013
O dia que o Destino cansou de futebol
O que se via bem claro nesses jogos era a participação do Azar e da Sorte que eram inimigos naturais ( por motivos óbivios). O jogo então tinha um equilíbrio: Um time jogava aliada a Sorte, marcava gols e ganhava a partida; enquanto o perdedor, aliado ao Azar, perdia a partida. Os dois viviam em hamonia e se alteravam de forma aleatória inclusive durante a partida nos jogos mais divertidos.
O que acontece é que ao passar do tempo, o Ódio, a Ira e a Morte começaram a entrar em um ambiente de Paz e Diversão. Os rivais no campo de futebol se espalhava para as ruas e as camisas mais pareciam uniformes de guerra do que de times. Brigas, confusões e badernas se tornaram cada vez maiores e dispertaram inclusive o Caos.
E não tinha ninguem que odiava mais o Caos que o Destino e o Acaso. Assim que o Caos dispertou, o Destino e o Acaso se juntaram para por fim a essa confusão que existia e colocariam seu plano em prática no proximo clássico. Dito e feito.
Parecia tudo normal no jogo, ate o juiz jogar a moeda para decidir quem começaria o jogo. A Sorte e o Azar adoravam essa momento, mas não estavam ali presentes pois o Destino e o Acaso eram de uma sessão mais elevada e por isso eram chefes dos dois e não permitiram que eles estivessem por ali.
A moeda foi lançada, girou três vezes no ar e caiu no braço do juiz em pé e ali ficou. O juiz então colocou a mão sobre ela como fazia em todos os jogos ( jogar, tampar e virar para mostrar qual era o lado vencedor) mas a moeda vacilou de seu braço e caiu novamente em pé no gramado, sem dar nem cara nem coroa.
O juiz tentou mais três vezes e ao ver que dava sempre a mesma coisa, decidiu pedir aos jogadores que decidissem no par ou impar. Par ganhou.
O jogo começa e continua normalmente. Apesar de nenhum dos times ter feito gol, e o jogo ir para os penáltes, nenhum time conseguiu acertar nenhum gol e terminou tudo empatado mesmo. Obra do Acaso.
Até então ninguem estranhou o acontecimento, mas isso começou a acontecer em todos os jogos, não so dos clássicos mas de todos os outros jogos de futebol feitos no planeta terra. Ate a "pelada" foi aos poucos perdendo a graça de forma misteriosa.
Mas ninguem percebeu isso ate se passarem mais ou menos 2 anos de empates. E ai se passaram 3, 4, 5 e nenhum time ganhava nunca. Até a Paciência cansou de esperar que algo de diferente acontecesse.
Teve um dia que inclusive os jogadores pararam de jogar e deixaram um dos times fazer gol, o time ganhou, mas não adiantou, não tinha mais graça alguma.
As copas foram sendo canceladas e assim depois de algumas décadas não se falava mais em futebol. O mais engraçado disso tudo é que depois que o futebol acabou, o índice de analfabetismo chegava perto de 0% em escala global e com isso, a corrupção também acabava pelo fato do nível de conhecimento da população não permitir esse tipo de acontecimento. Sem falar no alto nível de qualidade dos hospitais e saúde que começaram a receber também investimentos ( e dizem que os hospitais recebiam não mais de 25% do valor que era usado nas copas). E a fome? E a pobreza? Foram acabando aos poucos também. O dinheiro parecia sobrar a meio as nações que começaram a se ajudar mutuamente e aos poucos o mundo se fez unido e sem probreza e miséria.
Não é atoa que a política de " pães e circo" foi criada em épocas tão distantes em uma época que a ignorância vigorava. Pena que durou muito....
quarta-feira, 17 de julho de 2013
O pertubar da noite
A felicidade poderia incomodar qualquer ser humano, mas naquela noite parecia ser algo pior que ela incomodava, algo mais sinistro, sozinho e perigoso. A felicidade dos dois arrancava as pálpebras da morte em meio a risos e sussuros.
O silêncio que cercava os dois sucumbiu a felicidade deles e fez com que esse mesmo silêncio se contorcesse de dor. O silêncio pragueijou mais altos que os sussuros para mostrar ao casal que pertubavam o andar dos mortos, o marchar das almas. Uma pá se arrastava parecendo arrancar as pequenas pedras que formavam a rua da pequena cidade. O casal não se deu conta do que passava por ali e continuavam a torturar a morte, a vingativa morte.
Dois, três passos. A pá agora não se mais arrastava ao chão e estava apoiada nos ombros de um grande corpo masculino que andava pertubado. Uma mão segurando a pá, outra mão tapando os ouvidos para amenizar os sussuros e as risadas do casal. O corpo de quase 2 metros de altura se vestia com roupas pretas e um chapéu antigo que escondia seu rosto nas sombras da noite, as terríveis sombras da noite.
Agora os passos do ser ja eram ouvidos pelo casal, que olhando para todos os lados, não conseguia olhar de onde vinha. Por um momento a felicidade foi trocada pelo medo e os passos acabaram novamente. Após alguns minutos as risadas continuavam e os passos foram aumentando, aumentando e aumentando.
Uma grito abafado. Foi o ultimo barulho antes do silêncio vigorar novamente. Agora o que se podia ouvir é o pingar das gotas de sangue que escorriam da pá, nada mais. As almas podiam cantar novamente, e a morte se encontrava contente com a sua conquista.
No outro dia de manhã, a cidade se espantou ao ver o imenso coração formado com as partes dos corpos do casal. Braços, pernas, orgãos, formavam um grande coração em que as duas cabeças, se beijando estavam no centro do coração. O amor era lindo inclusive para a morte...
E meus olhos doiam....
O que mais doia no sonhar, eram meus olhos ao ver a realidade. Eles, secos reclamavam da chuva, reclamavam de não ver oque queriam. E doiam, meus olhos doiam e eu não sabia por que.
E o pior é que precisava olhar, precisava prestar atenção nos detalhes visíveis e imagináveis. Via o que não via, o que queria ver e a realidade se desmanchava no vazio.
Aos poucos imaginei que ser cego seria um presente divino. Não poder enchergar poderia dar uma tranquilidade profunda do espírito, viver no vazio.
Mas vi que me enganava, viver no vazio so aumentaria a vontade de completar as lacunas, de colocar luz na escuridão. Imaginar a luz na escuridão. E sem a visão, os ouvidos enchergam e doeriam do mesmo jeito.
Doia e doia, ardia aos poucos e eu achava que cairia ao chão.
Eu costumava ver as coisas diferente e descobri que sonhar quase não compensa a decepção.
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Incalculáveis falcidades
Há tipos de pessoas
E pessoas de tipos
As que tipo são, são boas
As que inventam são tipos