domingo, 28 de julho de 2013

O dia que o Destino cansou de futebol

Era, ou mehor, parecia um jogo como outro qualquer, um jogo clássico qualquer, onde os rivais iriam se enfrentar. Os jogos sempre de futebol sempre tomavam proporções de nível perigoso que inclusive colocavam em risco a capacidade de pensar do ser humano. E aos poucos os problemas foram aumentando.
O que se via bem claro nesses jogos era a participação do Azar e da Sorte que eram inimigos naturais ( por motivos óbivios). O jogo então tinha um equilíbrio: Um time jogava aliada a Sorte, marcava gols e ganhava a partida; enquanto o perdedor, aliado ao Azar, perdia a partida. Os dois viviam em hamonia e se alteravam de forma aleatória inclusive durante a partida nos jogos mais divertidos.
O que acontece é que ao passar do tempo, o Ódio, a Ira e a Morte começaram a entrar em um ambiente de Paz e Diversão. Os rivais no campo de futebol se espalhava para as ruas e as camisas mais pareciam uniformes de guerra do que de times. Brigas, confusões e badernas se tornaram cada vez maiores e dispertaram inclusive o Caos.
E não tinha ninguem que odiava mais o Caos que o Destino e o Acaso. Assim que o Caos dispertou, o Destino e o Acaso se juntaram para por fim a essa confusão que existia e colocariam seu plano em prática no proximo clássico. Dito e feito.
Parecia tudo normal no jogo, ate o juiz jogar a moeda para decidir quem começaria o jogo. A Sorte e o Azar adoravam essa momento, mas não estavam ali presentes pois o Destino e o Acaso eram de uma sessão mais elevada e por isso eram chefes dos dois e não permitiram que eles estivessem por ali.
A moeda foi lançada, girou três vezes no ar e caiu no braço do juiz em pé e ali ficou. O juiz então colocou a mão sobre ela como fazia em todos os jogos ( jogar, tampar e virar para mostrar qual era o lado vencedor) mas a moeda vacilou de seu braço e caiu novamente em pé no gramado, sem dar nem cara nem coroa.
O juiz tentou mais três vezes e ao ver que dava sempre a mesma coisa, decidiu pedir aos jogadores que decidissem no par ou impar. Par ganhou.
O jogo começa e continua normalmente. Apesar de nenhum dos times ter feito gol, e o jogo ir para os penáltes, nenhum time conseguiu acertar nenhum gol e terminou tudo empatado mesmo. Obra do Acaso.
Até então ninguem estranhou o acontecimento, mas isso começou a acontecer em todos os jogos, não so dos clássicos mas de todos os outros jogos de futebol feitos no planeta terra. Ate a "pelada" foi aos poucos perdendo a graça de forma misteriosa.
Mas ninguem percebeu isso ate se passarem mais ou menos 2 anos de empates. E ai se passaram 3, 4, 5 e nenhum time ganhava nunca. Até a Paciência cansou de esperar que algo de diferente acontecesse.
Teve um dia que inclusive os jogadores pararam de jogar e deixaram um dos times fazer gol, o time ganhou, mas não adiantou, não tinha mais graça alguma.
As copas foram sendo canceladas e assim depois de algumas décadas não se falava mais em futebol. O mais engraçado disso tudo é que depois que o futebol acabou, o índice de analfabetismo chegava perto de 0% em escala global e com isso, a corrupção também acabava pelo fato do nível de conhecimento da população não permitir esse tipo de acontecimento. Sem falar no alto nível de qualidade dos hospitais e saúde que começaram a receber também investimentos ( e dizem que os hospitais recebiam não mais de 25% do valor que era usado nas copas). E a fome? E a pobreza? Foram acabando aos poucos também. O dinheiro parecia sobrar a meio as nações que começaram a se ajudar mutuamente e aos poucos o mundo se fez unido e sem probreza e miséria.
Não é atoa que a política de " pães e circo" foi criada em épocas tão distantes em uma época que a ignorância vigorava. Pena que durou muito....

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