quarta-feira, 17 de julho de 2013

E meus olhos doiam....

Eu costumava a ver as coisas diferente : Olhava para a lua e tropeçava nos meus passos, mas conseguia ver tudo que tinha nela, suas grande crateras, sua cor, seu brilho. E depois olhava para frente. Mas não para onde ia e sim para onde poderia estar. Eu sonhava para frente e as vezes via vultos no escuro. Vultos que pareciam reais, mas ao chegarem mais perto, se desfaziam. Seriam essas as desiluções ?
O que mais doia no sonhar, eram meus olhos ao ver a realidade. Eles, secos reclamavam da chuva, reclamavam de não ver oque queriam. E doiam, meus olhos doiam e eu não sabia por que.
E o pior é que precisava olhar, precisava prestar atenção nos detalhes visíveis e imagináveis. Via o que não via, o que queria ver e a realidade se desmanchava no vazio.
Aos poucos imaginei que ser cego seria um presente divino. Não poder enchergar poderia dar uma tranquilidade profunda do espírito, viver no vazio.
Mas vi que me enganava, viver no vazio so aumentaria a vontade de completar as lacunas, de colocar luz na escuridão. Imaginar a luz na escuridão. E sem a visão, os ouvidos enchergam e doeriam do mesmo jeito.
Doia e doia, ardia aos poucos e eu achava que cairia ao chão.
Eu costumava ver as coisas diferente e descobri que sonhar quase não compensa a decepção.

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